segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Arquidiocese Maior de Ernakulam-Angamaly dos Siro-Malabares


A Arquidiocese Maior de Ernakulam-Angamaly é a Sé Primacial da Igreja Siro-Malabar, uma das 23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

É uma das duas Igrejas dos Cristãos de São Tomé ou Mar Thoma Nasranis, cuja história remonta aos primórdios da era cristã. Segundo a tradição, São Tomé teria evangelizado o sul da Índia, mais precisamente o Kerala, no ano 52. Ali o Apóstolo teria convertido 12, em alguns relatos 32, famílias brâmanes, as quais deram origem aos Nasranis. A fonte escrita mais antiga são os Atos de Tomé, escritos no início do século IV, provavelmente em Edessa. Há referências à evangelização de São Tomé na Índia em Ambrósio, Gregório Nazianzeno, Jerônimo e Efrém. Eusébio de Cesareia menciona a visita de seu mestre, São Panteno, a comunidades cristãs na Índia no século II.

Com a chegada de missionários da Pérsia, da Igreja do Oriente, a Igreja na Índia se organizou e se expandiu com a chegada de São Tomás de Caná ou Canaã. A ele se deve a origem dos cristãos Knanaya, do sul, distintos dos cristãos do norte, descendentes diretos de São Tomé Apóstolo. No início do século IV, o Patriarca da Igreja do Oriente providenciou bispos e sacerdotes e, no século sétimo ampliou sua jurisdição sobre a Índia. Embora a Igreja da Índia nunca tivesse rompido a comunhão com a Igreja universal, por depender do Patriarca da Igreja do Oriente, já estava no cisma desde o século V.

No século VIII o Patriarca Timóteo I organizou a Província da Índia regida por um bispo enviado da Pérsia com o título de Metropolita da Sé de São Tomé e de toda a Igreja Cristã da Índia. Sua sede era provavelmente Cranganore ou Mylapore. Havia sob sua jurisdição certo número de clérigos, como também o Arquidiácono nativo, com autoridade sobre os clérigos e muitos poderes seculares.

Ao longo dos séculos, a distância e problemas geopolíticos levaram ao rompimento de contato entre a Igreja da Índia e a Igreja da Mesopotâmia em vários momentos, levando mesmo à supressão da Metropolia no século XI. As relações foram restabelecidas em 1301, mas novamente cortadas no mesmo século XIV com o colapso da Igreja do Oriente. No século XV a Igreja da Índia ficou sem metropolita por inúmeras gerações, tendo seus poderes sido exercidos pelo Arquidiácono.

Os Nasranis encontraram-se com os portugueses em 1498, quando se deu a expedição de Vasco da Gama. Logo firmaram com os portugueses uma aliança a fim de se protegeram durante um período de instabilidade política. Os portugueses fundaram uma Arquidiocese Latina em Goa e puseram os cristãos indianos sob a jurisdição do arcebispo latino.

Embora inicialmente moderados em sua relação com os cristãos nativos, os portugueses tornaram-se cada vez mais agressivos e, quando um cisma dividiu a Igreja do Oriente em duas, com dois patriarcas, os portugueses souberam manobrar a situação em seu favor e controlar a Igreja na Índia. Nem o patriarca da Igreja do Oriente nem o da Igreja Caldeia, em comunhão com Roma, puderam governar a Igreja da Índia. Em 1599, após a morte do último Metropolita Caldeu, Mar Abraham, o Arcebispo de Goa, tendo garantido a submissão do jovem Arquidiácono, organizou um sínodo em que implementou inúmeras reformas administrativas e litúrgicas na Igreja da Índia. O sínodo trouxe formalmente a Igreja da Índia à comunhão com a Igreja Católica, embora nunca tenha havido um rompimento formal. Mas algumas medidas de caráter social e litúrgico, assim como outras políticas coloniais, geraram insatisfações e revoltas.

Em 1653, o Arquidiácono Tomás reuniu-se com representantes da comunidade que decidiram não se submeter ao Arcebispo de Goa e reconhecer apenas o Arquidiácono como Pastor. Decidiram ainda que o Arquidiácono devia ser consagrado bispo, o que se fez pela imposição de mãos de doze sacerdotes. Assim nasceu uma Igreja nativa, independente dos portugueses e governada pelo Metropolita de Malankara. Os portugueses tentaram uma reconciliação, mas não tiveram sucesso.

O Papa Alexandre VII enviou um bispo siríaco como chefe de uma delegação que conseguiu convencer a maioria de que a consagração do Arquidiácono como bispo foi inválida. O sacerdote Parambil Chandy Kathanar foi consagrado bispo com o título de Metropolita de toda a Índia em 1662. Mar Chandy foi o primeiro Matropolita nativo. Aqui surgiu o primeiro cisma permanente entre os cristãos da Igreja da Índia, os seguidores de Mar Chandy e os do Arquidiácono Tomás, a Igreja dos cristãos malabares (costa malabar da Índia) descendem dos primeiro, e a Igreja Malankar (ilha de Malliankara, lugar em que aportou São Tomé), dos últimos.

Com a morte de Mar Chandy em 1687 e sem um sucessor nativo, os cristãos de São Tomé passaram a ser governados por hierarcas latinos. A partir de 1887 ganharam sua própria circunscrição eclesiástica coma criação do Vicariato Apostólico de Kottayam dos Siro-Malabares, posteriormente dividido em dois, os Vicariatos Apostólicos de Changanacherry e o de Ernakulam. Em 21 de dezembro de 1923 o Vigariato Apostólico foi elevado a Metropolia e o Metropolita se tornou o chefe da Igreja Siro-Malabar.

Em 16 de dezembro de 1992, o status canônico foi elevado a Arquidiocese Maior com o nome mudado para Ernakulam-Angamaly, e o metropolita se tornou Arcebispo Maior com a jurisdição equiparada a de um patriarca.

A Igreja usa o Rito Siríaco Oriental, o qual compartilha com a Igreja Caldeia, da qual descende. No seu território de origem conta com 4 milhões e meio de fiéis e alguns milhares em países de recente imigração indiana. É a segunda Igreja Oriental Sui juris em número, atrás apenas da Igreja Ucraniana.

Está organizada em uma Arquidiocese Maior, 9 Arquidioceses Metropolitanas e 26 dioceses. 

A sede arquiepiscopal é em Ernakulam-Angamaly, Arquieparquia própria do Arcebispo Maior. Na Índia, há outras 9 Arquieparquias Metropolitanas e 22 Eparquias. 

Na Europa, há uma Eparquia, com sede na Inglaterra, para os fiéis da Grã-Bretanha. Na Oceania, uma Eparquia para a Autrália e Nova Zelândia (Saint Thomas the Apostle of Melbourne).

E na América, uma Eparquia para os Estados Unidos (Saint Thomas the Apostle of Chicago) e outra para o Canadá (Mississauga).

Governo

Sua Beatitude Raphael Thattil 
Arcebispo Maior de Ernakulam-Angamaly dos Siro-Malabares



Nascimento: 21/04/1956 em Trichur, Índia.
Ordenação Sacerdotal: 21/12/1980.
Sagração Episcopal: 10/04/2010 como Bispo titular e auxiliar de Trichur; em 10/10/2017 foi eleito Bispo de Shamshabad. 
Eleição: 09/01/2024.

Site Oficial da Arquidiocese Maior: http://www.ernakulamarchdiocese.org/index.php

Arquidiocese Maior de Kyiv-Halyc dos Ucranianos



A Arquidiocese Maior de Kyiv-Halyc é a Sé Primacial da Igreja Greco-Católica Ucraniana, a maior das  23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma. 

De acordo com a tradição local, o primeiro evangelizador da atual Ucrânia foi o Apóstolo Santo André, que teria pregado o Evangelho na Cítia. Alguns relatos o situam em Kiev, no ano 55, onde teria plantado uma cruz e profetizado sobre uma grande cidade cristã. Também São Tito teria chegado a Kiev acompanhado de três discípulas cítias, as santas Ina, Pina e Rima. Também os bispos de Roma, São Clemente e São Martinho teriam sido exilados na Crimeia em 102 e 655 respectivamente. Fato inconteste é a presença de um bispo da Cítia no Concílio de Niceia (325) e no de Constantinopla (381). Ali, sob os auspícios de Constantinopla foi erigido uma metropolia para os cristãos ostrogodos.

No século IX, coube aos santos Cirilo e Metódio avançarem com trabalho evangelizador na região noroeste a pedido do soberano da Morávia e enviados por Constantinopla. Seus esforços de traduzir as Sagradas Escrituras e a Liturgia do grego para o eslavônico, para o qual desenvolveram um alfabeto, foram apoiados pelo Bispo de Roma.

Assim, por volta do século IX, a maioria da população eslava do sul e do ocidente da atual Ucrânia já professava o cristianismo. Foram os eslavos orientais, entretanto, mais precisamente o povo Rus', que vieram a dominar o território da atual Ucrânia.

Os príncipes Rus', Askold e Dir, que invadiram Constantinopla em 860, foram batizados naquela cidade. Embora tenham promovido o cristianismo entre os Rus' por cerca de 20 anos, foram assassinados pelo príncipe Oleg, pagão, na disputa pelo trono. No final do século IX, o Patriarca Fócio I de Constantinopla já havia enviado bispos e padres para Kiev. A gradual aceitação do cristianismo pela nobreza Rus' avançou notavelemente com a conversão e o batismo da Princesa Olga em 955. Coube a seu neto Vladimir o Grande tornar o Principado de Kiev um Estado cristão. Em 988, com o batismo em massa no Rio Dniepre, o cristianismo se tornou majoritário no território.

Com o Grande Cisma de 1054, a Igreja dos Rutenos ou Russianos, proto-ucraniana, se manteve associada ao Patriarcado de Constantinopla e assim perdeu a comunhão com a Igreja universal. 

Em 1240, os mongóis destruíram Kiev e o metropolita mudou-se para Vladimir, na atual Rússia, em 1299. Em 1326, o metropolita Pedro de Kiev estabeleceu-se em Moscou, e em 1328 mudou seu título para Metropolita de Moscou. Em 1453 foi oficializada a divisão na Igreja do povo Rus', com uma metropolita em Moscou (Igreja Russa) e outra em Kiev (Igreja Rutena), sob o grão-ducado da Lituânia. 

Depois de anos de perseguições, por exigência do monarca católico, Sigismundo III Vasa, clérigos e fiéis ortodoxos se submeteram à Igreja de Roma, no que ficou conhecido como União de Brest em 1595. A união não foi aceita por todos, o que levou ao surgimento de uma Igreja Ortodoxa afiliada a Moscou na Ucrânia e na Bielorrússia.

No século XVII, o metropolita católico deixou Kiev e se estabeleceu em Navahrudak, Bielorrússia, e em Vilnius, Lituânia. Neste mesmo período se deu o processo de especialização da língua rutena em três idiomas próprios, o Ucraniano, o Bielorrusso e o Russo.

Com o fim do Grão-Ducado da Lituânia e a partição da Polônia, o território da Igreja Rutena (Greco-Católica) foi dividido entre a Rússia e a Áustria em 1795. Apesar de inicialmente tolerada no Império Russo, a Igreja Greco-Católica foi oficialmente abolida em 1839 e suas propriedades transferidas para a Igreja ortodoxa; cerca de 7 milhões de greco-católicos aderiram à ortodoxia. A dissolução da Igreja completou-se em 1875.

Antes destes acontecimentos o Papa já havia transferido a jurisdição da metropolia de Kiev para a de Lviv, na atual Ucrânia Ocidental, então situada no Império Austro-Húngaro. Nesta região a Igreja Greco-Católica Rutena tornou-se grandemente majoritária. Muito deve aos greco-católicos o renascimento cultural ucraniano, o qual posteriormente daria origem a movimentos nacionalistas.

Com o fim do Império Austro-Húngaro, após a Primeira Guerra Mundial os greco-católicos se viram sob a autoridade de países como Polônia, Hungria, Romênia e Tchecoslováquia. Poucos anos depois, com o fim da Segunda Guerra Mundial, estavam debaixo do poder da Rússia comunista, a União Soviética. Um sínodo forjado reuniu-se em Lviv e revogou a União de Brest e as propriedades transferidas para a Igreja Ortodoxa Russa. A emigração para EUA, Canadá e Brasil, que já começara nos anos anteriores, cresceu neste período.

Apesar da perseguição em massa dos greco-católicos e do favorecimento dos ortodoxos, uma Igreja subterrânea continuou existindo na Ucrânia, com seminários e ordenações secretas. Também floresceu a Igreja na diáspora. O Metropolita de Lviv, Yosyf Slipyi, que passara anos nas prisões soviéticas foi libertado e mandado ao exílio. Houve grande campanha em favor da criação de um patriarcado para os Ucranianos, o que foi rejeitado por Paulo VI e sua ambígua diplomacia. O Papa criou, entretanto, a Arquidiocese Maior de Lviv dos Ucranianos em 1963. Em 1965 o Papa criou cardeal o Arcebispo-Maior dos Ucranianos.

Na década de 80, a Igreja Greco-Católica Ucraniana pode voltar oficialmente a existir na União Soviética. O problema das propriedades eclesiásticas seria uma das principais causas de desentendimento entre os greco-católicos e os ortodoxos na Ucrânia, e entre Roma e Moscou internacionalmente.

Em 2004, o então Arcebispo Maior de Lviv dos Ucranianos, Cardeal Lubomyr Husar, retornou a sede da Arquidiocese Maior para Kyiv.

A Igreja Ucraniana usa o Rito Bizantino, o qual compartilha com os demais ortodoxos na Ucrânia. Conta com cerca de 4 milhões e 500 mil fiéis na Ucrânia e na diáspora, sendo a maior Igreja Oriental Católica.

Está organizada em uma Arquidiocese Maior, sé equiparada a um patriarcado, outras 7 Arquidioceses Matropolitanas, 21 Dioceses, 2 Exarcados Apostólicos e 2 Exarcados Arquiepiscopais.

Na Ucrânia, a sede da Igreja está localizada, em Kyiv, Arquieparquia própria do Arcebispo Maior; no país há outras 3 Arquieparquias Metropolitanas, 7 Eparquias e 5 Exarcados Arquiepiscopais.

Na Polônia, há 1 Arquieparquia e 2 Eparquias.

No resto da Europa, há 1 Eparquia, Saint-Vladimir-le-Grand de Paris, para França, Bélgica, Luxemburgo e Suíça; 1 Eparquia, Holy Family of London, para a Grã-Bretanha; 1 Exarcado Apostólico para a Itália; e 1 Exarcado Apostólico, Deutschland und Skandinavien, para Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

Na Oceania, 1 Eparquia, Saints Peter and Paul of Melbourne, para Austrália e Nova Zelândia.

Nos Estados Unidos, 1 Arquieparquia e 3 Eparquias; no Canadá, 1 Arquieparquia e 4 Eparquias; na Argentina, 1 Eparquia. 

No Brasil, há 1 Arquieparquia, São João Batista em Curitiba, e 1 Eparquia, Imaculada Conceição in Prudentópolis, para cerca de 170 mil fiéis.

Governo

Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk
Arcebispo Maior de Kyiv-Halic dos Ucranianos

    
Nascimento: 5/05/1970 em Stryi, Ucrânia.
Ordenação Sacerdotal: 26/06/1994.
Sagração Episcopal: 7/04/2009 como Bispo Auxiliar de Buenos Aires dos Ucranianos.
Eleição: 23/03/2011.


Site Oficial da Arquidiocese Maior: http://www.kyiv.ugcc.org.ua/

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Patriarcado de Antioquia dos Sírios



O Patriarcado de Antioquia dos Sírios é a Sé Primacial da Igreja Siríaca, uma das 23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

A Igreja de Antioquia, na atual Turquia, é considerada a Igreja dos gentios mais antiga do mundo, segundo São Lucas, ele próprio um sírio de língua grega. Ali os discípulos do Senhor receberam, pela primeira vez, o nome de cristãos.  A de Jerusalém, por outro lado, era formada basicamente por judeus conversos. Os Apóstolos São Pedro e São Paulo são considerados os fundadores da Igreja, tendo sido São Pedro seu primeiro bispo. Antes de partir para Roma, São Pedro deixou os Santos Evódio e Inácio como chefes, tendo ambos perecido debaixo da perseguição romana.

No primeiro Concílio de Niceia (325) é reconhecida a importância do bispo de Antioquia e à Sé é conferida a condição de Patriarcado, juntamente com Roma, Alexandria e Jerusalém. 

A proeminência da Igreja de Antioquia tornou ainda mais dramática a disputa em torno da profissão de fé calcedoniana. Em 518, o Patriarca Mar Severius de Antioquia, anti-calcedoniano, foi deposto e procurou refúgio em Alexandria. De Alexandria, passando por várias mosteiros na Mesopotâmia, ao longo dos séculos, os patriarcas cismáticos se estabeleceram na Turquia, e mais recentemente em Homs e, por fim, em Damasco, na Síria. Este patriarca manteve uma sucessão ininterrupta como chefe da Igreja Siríaca Ortodoxa. 

O Patriarcado de Antioquia passou a ser governado por Patriarcas Calcedonianos e se manteve assim na comunhão católica até o século XI com o Grande Cisma do Oriente.

Houve inúmeras e infrutíferas tentativas de reunião com os cismáticos siríacos no tempo das Cruzadas, sobretudo pelas boas relações entre bispos católicos e siríacos. Também houve uma tentativa durante o Concílio de Basileia-Ferrara-Florença, mas alguns bispos siríacos se opuseram e prevaleceram.

Em 1626 capuchinhos e jesuítas chegam a Allepo e muitos siríacos são recebidos na Igreja Católica. Este núcleo católico logrou eleger um dos seus como Patriarca em 1662, Ignatius Andreas Akhidjan. Com a morte de Akhidjan em 1677, a Igreja se dividiu e dois patriarcas rivais foram eleitos, um em comunhão com Roma e um em cisma. Com a morte do Patriarca católico em 1702, morre o incipiente Patriarcado Siríaco católico.

Em 1782 foi eleito Patriarca siríaco o Metropolita de Allepo, Michael Jarweh, com o nome de Ignatius Michael III, o qual se declara católico e pede a comunhão eclesiástica ao Papa. Em razão de perseguições sofridas pelos contrários à união com Roma e pelos otomanos, o Patriarca busca refúgio no Líbano. Em 1831 a sede da Igreja volta a Allepo, mas em 1854 se estabelece em Mardin, na Turquia. No começo do século XX, devido ao genocídio protagonizado pelos turcos contra as minorias étnicas e religiosas, muitos siríacos fugiram e o Patriarcado se estabeleceu em Beirute, no Líbano.

A Igreja utiliza o Rito Antioqueno, ou Siríaco Ocidental, o qual compartilha com a Igreja Siro-Malankar católica e, em menor medida, com a Igreja Maronita, 

São pouco mais de 270 mil fiéis na Síria e na Diáspora, organizada em 2 Arquidioceses Metropolitanas, 2 Arquidioceses, 4 Dioceses e outras 5 jurisdições menores.

A sede patriarcal está em Beirute, no Líbano, eparquia própria do Patriarca. Na Síria, há 4 históricas Arquieparquias com cerca de 30 mil fiéis que se sobrevivem à perseguição. No Iraque, com cerca de 20 mil fiéis, há 2 Arquieparquias, 1 Eparquia e 1 Exarcado Patriarcal. Na Terra Santa e Jordânia, há 1 Exarcado Patriarcal; no Cairo, 1 Diocese e, na Turquia, 1 Exarcado Patriarcal. Há um pequeno grupo de fiéis no Sudão, sob a dependência direta do Patriarca.

Na América, estão presentes nos Estados Unidos (1 Diocese), no Canadá (1 Exarcado Apostólico) e na Venezuela (1 Exarcado Apostólico).


Governo

Sua Beatitude Mar Ignatius Youssif III Younan 
Patriarca de Antioquia dos Sírios



Nascimento; 15/11/1944 em Hassaké, Síria.
Ordenação Sacerdotal: 12/09/1971.
Sagração Episcopal: 7/01/1996, como Bispo de Our Lady of Deliverance of Newark dos Sírios (EUA).
Eleição Patriarcal: 20/01/2009.


Site Oficial do Patriarcado: http://www.syr-cath.org/

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Patriarcado de Alexandria dos Coptas



O Patriarcado de Alexandria dos Coptas é a Sé Primacial da Igreja Copta, uma das 23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

A Igreja foi fundada pelo Apóstolo e Evangelista São Marcos por volta do ano 42. Os cristãos do tempo da fundação eram egípcios de língua copta, os quais se distinguiam dos gregos e dos judeus que aí residiam, sobretudo em Alexandria. Muito cedo, como atestam as recentes descobertas arqueológicas, os textos bíblicos e litúrgicos foram traduzidos para a língua do povo simples, o copta.

Também no Egito se desenvolveu a famosa escola teológica de Alexandria, que tanto prestígio deu à Igreja;  e nasceu o monaquismo, nas pegadas dos santos Antão, Paulo de Tebas, Macário e Pancômio,

Ali nasceu Ario e sua heresia; dali também partiu o combate à mesma na pessoa do Patriarca Santo Atanásio. Também ali se combateu o nestorianismo e se promoveu o ensino do Concílio de Éfeso presidido por São Cirilo, Patriarca de Alexandria. 

Mas o Concílio de Calcedônia não foi recebido com igual adesão.  O Patriarca se opôs à fórmula calcedoniana e à intromissão do imperador nos assuntos eclesiais. Foi deposto e, em seu lugar, foi nomeado um Patriarca que professava a fé ortodoxa. Os seguidores de Dióscoro, Patriarca deposto, escolheram um outro e romperam a comunhão com  a Igreja universal. Esta Igreja cismática, Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria é a principal Igreja cristã do Egito, cerca de 10% da população do Egito e deu origem às Igrejas cismáticas da Etiópia e da Eritreia.

Os seguidores do Patriarca Protério de Alexandria, nomeado pelo imperador, passaram a ser conhecidos como Melquitas, do siríaco Malkoyo, "real, imperial". Com o tempo a Igreja seria conhecida como Greco-Melquita. Passou a usar o grego, em vez do copta, em sua liturgia e assimilou muitos costumes dos bizantinos.

Com o Grande Cisma do Oriente, o Patriarca Greco-Melquita de Alexandria posicionou-se a favor do Patriarca de Constantinopla e rompeu a comunhão com a Igreja universal. Assim, no Egito, havia duas Igrejas cismáticas: a Copta não-calcedoniana, amplamente majoritária; e a Greco-Melquita, formada por uma isolada minoria. Esta última abandonou posteriormente o nome Melquita em favor do apelativo Greco-Ortodoxo. Ambas, desde então, alegam possuir a sucessão de São Marcos e a jurisdição sobre o Egito e toda a África.

Em 1442, a representantes da Igreja Copta Ortodoxa assinaram a Bula de união, Cantate Domino, no Concílio de Basileia-Ferrara-Florença. Sem apoio do clero e do povo no Egito, a Bula careceu de qualquer efeito prático. Durante o século XVII chegaram missionários da Igreja latina, principalmente franciscanos, que obtiveram a adesão de alguns coptas. Novamente em 1713, o Patriarca Copta Ortodoxo voltou à comunhão católica, mas também esta adesão não foi duradoura.

Em 1741 o Bispo Copta Ortodoxo Amba Athanasios de Jerusalém tornou-se católico e foi nomeado pela Santa Sé como Vigário Apostólico para atender os cerca de 2 mil coptas católicos no Egito, fruto das missões franciscanas e jesuíticas. Este bispo retornou à Igreja Copta Ortodoxa, deixando a outros sacerdotes o encargo dos fiéis.

Em 1824 o Papa criou um Patriarcado para os Coptas Católicos que, porém, permaneceu no papel. Aqui situa-se o Patriarca Anba Maximos Givaid. Desde a morte do primeiro Patriarca, em 1831, até 1899 a Igreja foi governada por Bispos Administradores Apostólicos. Em 1895, o Papa Leão XIII escolhe como Administrador Apostólico o sacerdote Giorgio Makarios, o qual é sagrado bispo e assume o nome de Cirilo. Em peregrinação a Roma, solicita ao Papa e  dele obtém o restabelecimento do Patriarcado. Em 1899, Anba Kyrillos Makarios é elevado à condição de Patriarca, que ocupa até sua renúncia em 1908.

O Patriarcado teve um notável crescimento nos seus primeiros anos, seguidos de um período de grandes dificuldades. Durante os anos que vão da renúncia do Patriarca até 1947, a Igreja novamente é governada por Administradores Apostólicos. De 1947 até o presente sucederam-se cinco Patriarcas de Alexandria dos Coptas, três dos quais criados cardeais da Santa Igreja Romana.

O Rito da Igreja Copta católica é o Rito Alexandrino, o qual foi a razão de dissensão quando as autoridades pró-constantinopolitanas na Igreja Greco-Melquita de Alexandria o quiseram substituir pelo Rito Bizantino, por volta do século XIII. O Rito Alexandrino é compartilhado com os Coptas Ortodoxos do Egito, e com os Coptas, católicos e ortodoxos, da Etiópia e da Eritreia.

Está organizada em 9 Eparquias (Dioceses), entre as quais a de Alexandria, Sé Patriarcal. Além da Catedral de Alexandria, há uma Co-Catedral no subúrbio do Cairo, onde está estabelecido o Patriarca. Todas as jurisdições se localizam no Egito.

Governo

Sua Beatitude Anba Ibrahim Isaac Sidrak
Patriarca de Alexandria dos Coptas 




Nascimento: 19/08/1955 em Beni-Choqueir, no Egito.
Ordenação Sacerdotal: 7/02/1980
Sagração Episcopal: 15/11/2002 como Bispo de Minya dos Coptas.
Eleição Patriarcal: 15/01/2013.

Houve, na história da Igreja Copta Católica, três outros patriarcas revestidos da púrpura cardinalícia:






Patriarcado de Bagdá dos Caldeus




O Patriarcado de Bagdá dos Caldeus é a Sé Primacial da Igreja Caldeia, uma das 23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

A Igreja Caldeia tem suas origens na Assíria, milenar império mesopotâmico, norte do atual Iraque. Foi fundada nos primórdios do cristianismo por São Tomé, embora inexistisse uma hierarquia organizada até 280 com a escolha e sagração de Papa Bar Aggai como bispo de Seleucia-Ctesiphon e chefe da Igreja do Oriente sob o Império Persa. Em 409 recebeu reconhecimento do imperador sassânida e o bispo Mar Isaac foi oficialmente o primeiro Catholicós Patriarca do Oriente.

Com a condenação da heresia nestoriana no Iº Concílio de Éfeso (431), muitos seguidores de Nestório se refugiaram no Império Persa e foram recebidos pela Igreja Assíria do Oriente, assimilando igualmente aquela heresia. Manteve-se desde então separada da Igreja universal. Expandiu-se notavelmente pelo Oriente, chegando à costa da Índia, ao Império Mongol e à China. 

Com o massacre dos Assírios por Tamerlane no final do século XIV e a destruição de Assur, o Patriarcado se mudou para Alqosh e o Patriarca Mar Shimoun IV tornou o ofício de Patriarca hereditário. Um grupo de bispos dissentiu da decisão e, alguns anos depois, elegeu Mar Yukhannan Sulaqa como Patriarca, o qual assumiu o nome de Shimoun VIII. O Patriarca viajou para Roma e entrou em comunhão com a Igreja Católica em 1553, depois de ser recusado pelos siríacos ortodoxos. Assumiu o título de Patriarca dos Assírios Orientais e a Igreja o nome de Igreja de Athura e Mosul; a sede se fixou em Amid. 

Os sucessores de Shimoun VIII foram se afastando de Roma e o último patriarca formalmente reconhecido por Roma foi Shimoun IX falecido em 1600. Nesta data a sucessão hereditária foi reestabelecida e a sede mudou para Qochanis. Em 1692 o cisma se oficializou. Existia desde então dois patriarcas em cisma, o de Alqosh e o de Qochanis, mantendo alguma relação entre eles.

A comunhão com a Igreja Católica foi restabelecida em 1672 com Mar Yousip I, Arcebispo de Amid. A Santa Sé lhe concedeu o título de Patriarca dos Caldeus, embora não existisse qualquer relação dos cristãos assírios com os extintos caldeus. Tal situação se manteve até 1828, com a morte do Patriarca Yousip V.

O então Patriarca da Igreja Assíria, com sede em Alqosh, Yukhannan VIII Hormizd, fez uma profissão de fé católica já em 1780, foi recebido na comunhão católica em 1804, mas apenas em 1830 foi reconhecido como Patriarca de Babilônia dos Caldeus. Assume, então, o governo dos cristãos assírios de Alqosh e de Amid, permanecendo no cisma os de Qochanis.

Seu Rito, chamado impropriamente Caldeu, é o Rito Siríaco Oriental, compartilhado com a Igreja Siro-Malabar Católica da Índia e, em certa medida, pelas Igrejas cismáticas que compartilham a tradição siríaca oriental.

Em 19 de fevereiro de 2022, o Papa Francisco acolheu o pedido de mudança do título de "Patriarcado de Babilônia dos Caldeus" para "Patriarcado de Bagdá dos Caldeus".

Nos séculos XIX e XX experimentou inúmeras perseguições e, hoje, são cerca de 540 mil fiéis, e sua presença mais significativa acha-se na diáspora. Seu território próprio é o Iraque, o Irã e a Síria, e está organizada em 4 Arquidioceses Metropolitanas, 5 Arquidioceses e 11 Dioceses.

A sede patriarcal é em Bagdá, Arquieparquia Metropolitana própria do Patriarca. No Iraque, há ainda mais 1 Arquieparquia Metropolitana, 3 Arquieparquias e 3 Eparquias. Há, no Irã, 2 Arquieparquias Metropolitanas, 1 Arquieparquia; e 1 Eparquia; na Turquia, 1 Arquieparquia; no Líbano, no Egito e na Síria (1 Eparquia em cada país). A Terra Santa e Jordânia dependem diretamente do Patriarca.

Nos Estados Unidos há 2 Eparquias e 1 Eparquia no Canadá; e na Oceania, 1 Eparquia para a Austrália e Nova Zelândia

Governo

Sua Beatitude Polis III Nona
Patriarca de Bagdá dos Caldeus



Nascimento: 1º/11/1967, em Alqosh - Iraque.

Educação: Seminário Patriarcal Caldeu (filosofia e teologia); Pontifícia Universidade Lateranense (mestrado em Antropologia Teológica.

Sacerdócio: 11/01/1991para a Diocese de Alqosh.

Ministério Pastoral: vigário paroquial, pároco, protossincelo e  professor.

Episcopado: 8/01/2010 como Arcebispo de Mossul dos Caldeus; transferido em 15/01/2015 como Bispo de Saint Thomas the Apostle de Sydney dos Caldeus, conservando o título de Arcebispo.

Eleição Patriarcal: 12/04/2026.


 Sua Beatitude Eminentíssima Cardeal Louis Raphaël I Sako 
Patriarca Emérito de Bagdá dos Caldeus 



Nascimento: 4/07/1948, em Zakho, no Iraque.
Ordenação Sacerdotal: 1º/06/1974.
Sagração Episcopal: 14/11/2003 como Arcebispo Metropolita de Kirkuk dos Caldeus.
Eleição Patriarcal: 31/01/2013. Renunciou ao ofício em 10/03/2026
Cardinalato: 28/06/2018.

Site da Eparquia de San Diego/CA: http://kaldu.org/.

Patriarcado de Cilícia dos Armenos



O Patriarcado de Cilícia dos Armenos é a Sé primacial da Igreja Armena, uma das 23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

O cristianismo na Armênia foi plantado pelos Apóstolos São Bartolomeu e São Tadeu, e o Reino se tornou o primeiro a tornar o cristianismo religião oficial, já em 301 d.C., no tempo de São Gregório Iluminador, o primeiro Catholicós.

A Igreja Apostólica Armênia separou-se das Igrejas Católicas e Ortodoxas após o Concílio de Calcedônia (451 d.C). Desde então numerosos bispos buscaram restabelecer a comunhão com a Igreja universal sem, contudo, alcançar sucesso. Na época das cruzadas de 1195-1198, os armênios do breve Reino Armênio da Cilícia (atual Turquia) restabeleceram a comunhão com a Igreja Católica até a queda deste nas mãos dos mamelucos (1375). No Concílio de Basileia-Ferrara-Florença (1439) esta união foi restabelecida, sem qualquer efeito prático.

Uma terceira tentativa, esta sim frutífera, se deu em 1740 com a eleição de Apraham Bedros I Ardzivian como Patriarca de Sis, Cilícia. O Papa Bento XIV o reconheceu como líder dos armenos católicos e lhe concedeu o pálio, dando origem a um Patriarcado Armeno Católico. A situação instável dos armenos católicos no Império Otomano levou paulatinamente a um deslocamento da sua região de origem, na atual Turquia, para o Líbano e a Síria.

Para fugir do Holocausto Armeno, perpetrado pelos turcos, os armenos se estabeleceram nos países vizinhos, sobretudo no Líbano, cuja mosteiro Bzoummar remonta ao tempo do Patriarca Ardzivian, e na Síria.

A liturgia da Igreja Armena foi celebrada, nos primórdios, nos moldes e línguas dos gregos e dos siríacos. Uma vez criado, para a língua armena, um alfabeto, foi possível o desenvolvimento de uma liturgia própria, o Rito Armeno que, mantendo sua base antioquena, foi assumindo elementos da liturgia hierosolimitana. Os traços comuns, ainda hoje perceptíveis, entre o Rito Armeno e o Rito Romano se devem a esta herança da liturgia de Jerusalém.

O território do Patriarcado se estende por todo Oriente Cristão, com destaque para o Líbano e a Síria. Alguns remanescentes se acham ainda na Turquia e, em menor número, na Armênia. Por razões históricas há um grande número de armenos na diáspora.

Os armenos católicos, cerca de 570 mil, estão organizados em 1 Arquidiocese Metropolitana, 4 Arquidioceses, 6 Dioceses e 6 outras jurisdições menores.

A sede patriarcal fica em Beirute, no Líbano, Arquieparquia própria do Patricarca. Estão presentes na Síria (1 Arquieparquia, 1 Eparquia e 1 Exarcado Patriarcal), no Iraque (1 Arquieparquia), na Turquia (1 Arquieparquia), no Irã (1 Diocese) e na Terra Santa e Líbano (1 Exarcado Patriarcal).

A Diocese de Iskanderiya, no Cairo, atende aos fiéis do Egito, Sudão e Sudão do Sul. Na Europa, há 1 Arquieparquia (Lviv) para os fiéis na Ucrânia e Moldova; 1 Eparquia na França, 1 Ordinariato na Romênia, 1 Ordinariato na Grécia e 1 Ordinariato para os demais países da Europa Oriental, que inclui a própria Armênia.

Na América, há eparquias armenas nos Estados Unidos, no Canadá e na Argentina. Os armenos do Brasil, México e dos demais países do América Latina estão organizados sob um Exarcado Apostólico.


Governo

Sua Beatitude Raphaël Bedros XXI Minassian 
Catholicós Patriarca de Cilícia dos Armenos


Nascimento: 24/11/1946 em Beirute, no Líbano.
Ordenação Sacerdotal: 24/06/1973.
Sagração Episcopal: 16/07/2011 como Arcebispo titular e nomeado Ordinário para a Europa Oriental.
Eleição Patriarcal: 23/09/2021.

Site Oficial do Patriarcado: http://www.armeniancatholic.org/

terça-feira, 28 de julho de 2015

Patriarcado de Antioquia dos Greco-Melquitas


O Patriarcado de Antioquia dos Greco-Melquitas é a Sé Primacial da Igreja Greco-Melquita, uma das 23 Igrejas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

Nascida em Antioquia, a Igreja Greco-Melquita não é uma igreja nacional, embora intimamente ligada à Síria. O Patriarcado está associado também às sés patriarcais de Alexandria e Jerusalém.

A Igreja de Antioquia, na atual Turquia, é considerada a Igreja dos gentios mais antiga do mundo, segundo São Lucas, ele próprio um sírio de língua grega. Ali os discípulos do Senhor receberam, pela primeira vez, o nome de cristãos.  A de Jerusalém, por outro lado, era formada basicamente por judeus conversos. Os Apóstolos São Pedro e São Paulo são considerados os fundadores da Igreja, tendo sido São Pedro seu primeiro bispo. Antes de partir para Roma, São Pedro deixou os Santos Evódio e Inácio como chefes, tendo ambos perecido debaixo da perseguição romana.

No primeiro Concílio de Niceia (325) é reconhecida a importância do bispo de Antioquia e à Sé é conferida a condição de Patriarcado, juntamente com Roma, Alexandria e Jerusalém.

A proeminência da Igreja de Antioquia tornou ainda mais dramática a disputa em torno da profissão de fé calcedoniana. Em 518, o Patriarca Mar Severius de Antioquia, anti-calcedoniano, foi deposto e procurou refúgio em Alexandria.

Um Patriarca calcedoniano, Paulo, manteve a sucessão dos Patriarcas de Antioquia, cuja Igreja passa a ser conhecida como Greco-Melquita. Tornou-se conhecida pelo nome "grego", em razão de sua vinculação ao Império Romano, de língua grega, e pelo de "melquita" (real), em razão de sua posição teológica em favor do imperador no Concílio de Calcedônia. Tal alcunha tinha caráter pejorativo e lhe foi dada pelos hereges monofisitas. 

A ligação com o Império Bizantino lhe daria uma liturgia própria, o Rito Bizantino, que se sobrepôs ao seu Rito Antioqueno original.

Depois do Grande Cisma, os Melquitas procuraram manter equidistância entre as Sés de Roma e de Constantinopla. Mas tal atitude mudou e o Patriarca se alinhou sempre mais com Constantinopla, rompendo assim a comunhão com a Igreja de Roma.  Tentativas infrutíferas foram feitas para se restabelecer a comunhão, entre elas, o Concílio de Basileia-Ferrara-Florença.

Em 1724, os bispos melquitas da Síria elegeram Cirilo VI Tanas como Patriarca. Considerado muito ocidental, foi deposto pelo Patriarca de Constantinopla, o qual nomeou um monge grego como Patriarca. Desde então passou a haver dois Patriarcas para aquela Sé, o Greco-Melquita e o Greco-Ortodoxo.

Em 1729, o Papa Bento XIII reconheceu Cirilo VI como legítimo Patriarca de Antioquia e a Igreja Greco-Melquita de Antioquia voltou à comunhão com a Igreja universal. Os cismáticos se constituíram numa Igreja vinculada a Constantinopla e renunciaram à identificação de melquita em favor de greco-ortodoxa.

O Patriarca Greco-Melquita, em comunhão com a Igreja de Roma, considera-se também o legítimo hierarca dos greco-melquitas de Alexandria e Jerusalém.

Também a Igreja Siríaca Católica e a Igreja Maronita tem suas origens na antiga Sé de Antioquia.

O território próprio do Patriarcado é todo o Oriente Cristão e o mundo árabe. Compreendem cerca 1 milhão e 600 mil fiéis, presentes também na Diáspora. Está organizada em 6 Arquidioceses Metropolitanas, 8 Arquidioceses, 5 Dioceses e 5 jurisdições menores.

A sede patriarcal fica em Damasco, na Síria, Arquieparquia própria do Patriarca. Ainda na Síria, há 3 outras Arquieparquias Metropolitanas e 1 Arquieparquia. No Líbano, há 2 Arquieparquias Metropolitanas e 5 Arquieparquias; Em Israel, 1 Arquieparquia, sendo Jerusalém um território dependente diretamente do Patriarca; na Jordânia, 1 Arquieparquia; Há 3 Exarcados Patriarcais, sendo cada um deles no Iraque, na Turquia e no Kuwait.

Na Oceania, há uma Diocese, com sede em Sydney, para Austrália e Nova Zelândia. Na África, os territórios do Egito, Sudão e Sudão do Sul dependem diretamente do Patriarca.

Na América, há 1 Eparquia nos Estados Unidos, 1 Eparquia no Canadá; 1 Eparquia no México; 1 Exarcado Apostólico na Argentina e 1 Exarcado Apostólico na Venezuela.

No Brasil, os melquitas contam com a Eparquia de Nossa Senhora do Paraíso, em São Paulo, e cerca de 440 mil fiéis.

Governo

Sua Beatitude Patriarca Youssef Absi  
Patriarca de Antioquia dos Greco-Melquitas


Nascimento: 20/06/1946, em Damasco, Síria.
Ordenação Sacerdotal: 06/05/1973.
Sagração Episcopal: 2/09/2001 como Arcebispo titular e nomeado para a Cúria Patriarcal; em 2014, se tornou Bispo Auxiliar da Arquieparquia de Damasco.
Eleição Patriarcal: 20/06/2017.

Site Oficial do Patriarcado: http://www.pgc-lb.org/

Patriarcado de Antioquia dos Maronitas



O Patriarcado de Antioquia dos Maronitas é a Sé primacial da Igreja Maronita, uma das 23 Igrejas Católicas Orientais Sui juris em comunhão com a Igreja de Roma.

A Igreja foi fundada por um monge siríaco, São Maron, amigo de São João Crisóstomo, que deixando a cidade de Antioquia se estabeleceu no deserto da Síria. Em razão da violência que se seguiu ao Concílio de Calcedônia, os monges discípulos de São Maron buscaram refúgio no Líbano. O patriarcado foi instituído no século VII, tendo São João Maron como primeiro Patriarca.

É uma das três Igrejas orientais católicas que se vinculam ao antigo Patriarcado de Antioquia, juntamente com a Igreja Greco-Melquita e a Igreja Siríaca. A Igreja Maronita alega jamais ter rompido a comunhão com a Igreja de Roma, embora tenha se mantido isolada por razões históricas durante muitos séculos. É a única das Igrejas orientais católicas que não possui uma contraparte ortodoxa.

Usa o Rito Maronita, uma versão do antigo Rito Antioqueno ou Siríaco Ocidental. Sofreu inúmeras influências do Rito Romano ou Ocidental.

São aproximadamente 3 milhões e 400 mil maronitas, formando a terceira Igreja oriental em número, superada apenas pelos Ucranianos e Malabares. Conta com 8 Arquidioceses e 17 Dioceses localizadas nos cinco continentes.

A sede patriarcal fica em Bkerké, no Líbano, onde está canonicamente erigida a Diocese de Jebbeh-Sarba-Jounieh, governada pelo Patriarca. No Líbano, existem 4 Arquidioceses e 6 dioceses, com cerca de 1 milhão e 400 mil fiéis.

Na diáspora, há aproximadamente 2 milhões de maronitas. Estão presentes na Terra Santa e Jordânia (1 Arquidiocese e 2 Exarcados Patriarcais), na Síria e Turquia (2 Arquidioceses e 1 Diocese) e em Chipre (1 Arquidiocese). Também com 1 Diocese no Cairo, com jurisdição no Egito, Sudão e Sudão do Sul, e 1 Diocese na Nigéria, com jurisdição sobre toda África. Na Europa, a única diocese está na França, com sede em Paris; e na Oceania, apenas 1 Diocese, em Sydney na Austrália. 

Já, na América, existem 2 Dioceses nos Estados Unidos, 1 Diocese no Canadá, 1 Diocese no México, 1 Diocese na Argentina e 1 Exarcado Apostólico na Colômbia.

No Brasil, os Maronitas estão sob a jurisdição da Diocese de Nossa Senhora do Líbano em São Paulo, que conta com cerca de 500 mil fiéis.

Governo

Sua Beatitude Eminentíssima Cardeal Bechara Boutros al-Rahi 
Patriarca de Antioquia dos Maronitas




Nascimento: 25/02/1940 em Himlaya, Líbano.
Ordenação Sacerdotal: 3/09/1967.
Sagração Episcopal: 12/07/1986, como Bispo Auxiliar de Antioquia; promovido a Bispo de Jbeil em 9/06/1990 e eleito Patriarca em 15/03/2011. 
Eleição Patriarcal: 15/03/2011
Cardinalato: 24/11/2012.

Site Oficial do Patriarcado: http://www.bkerke.org.lb/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Panorama do Catolicismo Oriental

As Igrejas Orientais Católicas são um conjunto de Igrejas Particulares de Rito Oriental que estão em comunhão com o Papa, Bispo de Roma. São Igrejas Católicas, mas não Romanas. Estão presentes tanto no seu ambiente original, o Oriente Cristão, quanto no Extremo Oriente e na diáspora.

Sua identidade se caracteriza por um conjunto de tradições eclesiais próprias, que vão muito além do aspecto meramente litúrgico, a que chamamos Ritos. Esses Ritos tiveram origem nas antigas Sedes Apostólicas, se expandiram pelo labor missionário e se estabeleceram em novas paragens, levados pelos migrantes. São eles o Rito Alexandrino, o Rito Siríaco Ocidental, Antioqueno e Maronita, o Rito Siríaco Oriental, o Rito Bizantino e o Rito Armeno.

As Igrejas Orientais se distinguem quanto ao estatuto canônico, o qual determina também seu grau de autonomia jurisdicional. Podem se organizar como Patriarcados, Arquidioceses Maiores, Metropolias, Eparquias ou ainda jurisdições menores. Onde não há uma hierarquia oriental estabelecida, os fiéis orientais são governados por um ordinário latino nomeado pela Santa Sé.

Para uma visão geral, oferecemos uma lista de Igrejas Orientais, com números aproximados. O número de católicos orientais aproxima-se de 20 milhões de fiéis.

I - Patriarcados

1. Igreja Maronita, de Rito Maronita (Antioqueno ou Siríaco Ocidental), com 3.400.000 fiéis.
2. Igreja Greco-Melquita, de Rito Bizantino, com 1.670.000 fiéis.
3. Igreja Armena, de Rito Armeno, com 567.000 de fiéis.
4. Igreja Caldeia, de Rito Siríaco Oriental, com 537.000 fiéis.
5. Igreja Siríaca, de Rito Antioqueno ou Siríaco Ocidental, com 266.000 fiéis.
6. Igreja Copta, de Rito Alexandrino, com 167.000 fiéis.

II - Arquidioceses Maiores

1. Igreja Ucraniana, de Rito Bizantino, com 4.470.000 fiéis.
2. Igreja Siro-Malabar, de Rito Siríaco Oriental, com 3.900.000 fiéis.
3. Igreja Romena, de Rito Bizantino, com 513.000 fiéis.
4. Igreja Siro-Malankar, de Rito Antioqueno ou Siríaco Ocidental, com 440.000 fiéis.

III - Metropolias

1. Igreja Rutena, de Rito Bizantino, com 574.000 fiéis.
2. Igreja Húngara, de Rito Bizantino, com 326.000 fiéis.
3. Igreja Eslovaca, de Rito Bizantino, com 234.000 fiéis.
4. Igreja Eritreia, de Rito Alexandrino, com 123.000 fiéis. 
5. Igreja Etíope, de Rito Alexandrino, com 83.000 fiéis.

IV - Eparquias

1. Igreja Ítalo-Albanesa, de Rito Bizantino, com 55.000 fiéis.
2. Igreja Croata, de Rito Bizantino, com 23.000 fiéis.
3. Igreja Macedoniana, de Rito Bizantino, com 12.000 fiéis.
4. Igreja Búlgara, de Rito Bizantino, com 10.000 fiéis.

V - Outras Jurisdições

1. Igreja do Cazaquistão e da Ásia Central, de Rito Bizantino (Administração Apostólica), com 11.000 fiéis.
2. Igreja Bielorrussa, de Rito Bizantino (Administração Apostólica), com 10.000 fiéis.
3. Igreja Grega, de Rito Bizantino (Exarcados Apostólicos), com 6.000 fiéis.
4. Igreja Russa, de Rito Bizantino (Exarcado Apostólico), número de fiéis não informado.


Igrejas Orientais Católicas

Estas são as Igrejas Sui juris estão distribuídas segundo sua tradição litúrgica.



Tradição Alexandrina

Patriarcado de Alexandria dos Coptas (1824)
Metropolia de Addis Abeba dos Etíopes (1951)
Metropolia de Asmara dos Eritreus (2015)

Tradição Caldeia ou Siro-Oriental

Patriarcado de Bagdá dos Caldeus (1553)
Arquidiocese Maior de Ernakulam-Angamaly dos Siro-Malabares (1896)

Tradição Armena

Patriarcado de Cilícia dos Armenos (1742)

Nota:

Os católicos orientais que se acham fora do território canônico das Igrejas Sui juris e que não contam com hierarcas próprios são pastoralmente organizados em Ordinariatos e servidos por Bispos do Rito Latino, imediatamente sujeitos à Sé Apostólica de Roma. Seja pelo número diminuto de fiéis, seja pela variedade das tradições rituais, não estão integrados em suas respectivas Igrejas Sui juris. São eles:

Ordinariato da Áustria de Rito Oriental (1945)
Ordinariato para os Fiéis de Ritos Orientais no Brasil (1951)
Ordinariato dos Fiéis de Rito Oriental Residentes na França (1954)
Ordinariato para os Fiéis de Ritos Orientais na Argentina (1959)
Ordinariato para os Fiéis de Rito Oriental na Polônia (1981)
Ordinariato para os Fiéis de Ritos Orientais na Espanha (2016)

Neste link se encontra uma visão panorâmica das Igrejas Orientais Católicas, organizadas segundo seu status canônico.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Falecimento do Cardeal BAUM

Faleceu hoje, em Washington, o senhor Cardeal William Wakefield Baum, aos 88 anos. O Sacro Colégio dos Cardeais passa a contar com 219 purpurados, dos quais 120 são eleitores e 99 não-eleitores.

Sua Eminência Reverendíssima William Wakefield Cardeal Baum
Arcebispo Metropolita Emérito de Washington
Penitenciário-Mor Emérito


Nascimento: 21/11/1926, em Dallas - EUA.
Educação: Pontifício Ateneu Angélico (doutorado em teologia).
Sacerdócio: 12/05/1951 para a Diocese de Kansas City.
Ministério Pastoral: professor; trabalhos paroquiais; serviço no tribunal eclesiástico; chanceler da cúria.
Episcopado: 6/04/1970 como Bispo de Springfield-Cape Girardeau; promovido a Arcebispo de Washington em 5/03/1973; renunciou ao governo da Arquidiocese em 18/03/1980 e foi nomeado Prefeito da Congregação para a Educação Católica; transferido como Penitenciário-Mor em 6/04/1990; renunciou ao posto em 22/11/2001.
Cardinalato: 24/05/1976 com o título de Santa Cruz "in Via Flaminia".

Participou dos conclaves que elegeram o Papa João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI.
Perdeu o direito de eleger o Pontífice Romano em 21/11/2006, quando completou 80 anos de idade.

Falecimento: 23/07/2015, em Washington - EUA.

sábado, 11 de julho de 2015

Falecimento do Cardeal BIFFI

Faleceu hoje, em Bolonha, o senhor Cardeal Giacomo Biffi, aos 87 anos. O Sacro Colégio dos Cardeais passa a contar com 220 purpurados, dos quais 120 são eleitores e 100 não-eleitores.

Sua Eminência Reverendíssima Giacomo Cardeal Biffi
Arcebispo Metropolita Emérito de Bologna


Nascimento: 13/06/1928, em Milão - Itália.
Educação: Seminário Arquiepiscopal de Venegono (doutorado em teologia).
Sacerdócio: 23/12/1950 para a Arquidiocese de Milão.
Ministério Pastoral: professor; pároco.
Episcopado: 11/01/1976 como Bispo Auxiliar de Milão; promovido a Arcebispo de Bolonha em 19/04/1984; renunciou ao governo da Arquidiocese em 16/12/2003.
Cardinalato: 25/05/1985 com o título de São João Evangelista e São Petrônio.

Participou do conclave que elegeu o Papa Bento XVI.
Perdeu o direito de eleger o Pontífice Romano em 13/06//2008, quando completou 80 anos de idade.

Falecimento: 11/07/2015, em Bolonha - Itália.

sábado, 27 de junho de 2015

Instituída Secretaria para a Comunicação

O Santo Padre o Papa Francisco instituiu, por meio de uma Carta Apostólica em forma de Motu proprio, um novo Dicastério na Cúria Romana, que será denominado Secretaria para a Comunicação, a fim de reorganizar o sistema informativo da Santa Sé.

Confluirão para o novo Dicastério, no tempo devido, o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, a Sala de Imprensa da Santa Sé, Serviço de Internet Vaticano, Rádio Vaticana, Centro Televisivo Vaticano, L'Osservatore Romano, Tipografia Vaticana, Serviço Fotográfico e Livraria Editora Vaticana,

O Papa nomeou o Revmo. Mons. Dario Edoardo Viganò como Prefeito da nova Secretaria para a Comunicação. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nomeação para Berlim

O Santo Padre nomeou Arcebispo Metropolita de Berlim, Alemanha, a S. Exª. Revma. Dom Heiner Koch, até o momento Bispo de Dresden-Meißen.

A Arquidiocese de Berlim estava vacante desde a transferência de S. Emª o Cardeal Rainer Woelki para a Arquidiocese de Colônia em 11 de julho de 2014.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Falecimento do Cardeal CANESTRI

Faleceu hoje, em Roma, o senhor Cardeal Giovanni Canestri, aos 96 anos. O Sacro Colégio dos Cardeais passa a contar com 221 purpurados, dos quais 120 são eleitores e 101 não-eleitores.

Sua Eminência Reverendíssima Giovanni Cardeal Canestri
Arcebispo Metropolita Emérito de Gênova


Nascimento: 30/09/1918, em Castelspina - Itália.
Educação: Pontifícia Universidade Lateranense (mestrado em teologia; doutorado em direito canônico); Universidade Estatal de Roma (doutorado em direito).
Sacerdócio: 12/04//1941.
Ministério Pastoral: trabalhos paroquiais; professor; diretor espiritual de seminário.
Episcopado: 30/07/1961 como Bispo Auxiliar de Roma; promovido a Bispo de Tortona em 7/01/1971; promovido a Arcebispo titular e nomeado Vice-Regente do Vicariato de Roma em 8/02/1975; promovido a Arcebispo de Cagliari em 22/03/1984; transferido como Bispo de Gênova-Bobbio em 6007/1987; renunciou ao governo da Arquidiocese em 20/04/1995.
Cardinalato: 28/06/1988 com o título de Santo André "della Valle".

Perdeu o direito de eleger o Pontífice Romano em 30/09/1998, quando completou 80 anos de idade.
Jamais participou de qualquer conclave.

Falecimento: 29/04/2015, em Roma - Itália.

domingo, 19 de abril de 2015

Cardeal Rigali completa 80 anos

Sua Eminência Reverendíssima o Senhor Cardeal Justin Francis Rigali, Arcebispo Metropolita Emérito de Philadelphia, EUA, completa hoje 80 anos de idade.

Segundo o estabelecido pelo "Motu proprio" Ingravescentem aetatem, de 21/11/1970, perdeu o direito de participar do Conclave em vista da eleição do Sumo Pontífice.

Nesta data o Sacro Colégio dos Cardeais conta com 222 purpurados, dos quais 120 são eleitores e 102 não-eleitores.   

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Falecimento do Cardeal GEORGE

Faleceu, hoje, em Chicago, o senhor Cardeal Francis Eugene George, aos 78 anos. O Sacro Colégio dos Cardeais passa a contar com 222 purpurados, dos quais 121 eleitores e 101 não-eleitores.

Sua Eminência Reverendíssima Francis Eugene Cardeal George
Arcebispo Metropolita Emérito de Chicago


Nascimento: 16/01/1937, em Chicago - EUA.
Educação: "Pine Hills Scholasticate" (filosofia); Universidade de Ottawa (teologia); "The Catholic University of America" (mestrado em filosofia); "Tulane University" (doutorado em filosofia); Pontifícia Universidade Urbaniana (doutorado em teologia).
Sacerdócio: 21/12/1963 para Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada.
Ministério Pastoral: professor; provincial e vigário-geral da congregação.
Episcopado: 21/09/1990 como Bispo de Yakima; promovido a Arcebispo de Portland in Oregon em 30/04/1996; transferido como Arcebispo de Chicago em 8/04/1997. Renunciou ao governo da Arquidiocese em 20/09/2014.
Cardinalato: 21/02/1998 com o título de São Bartolomeu "all'Isola".

Participou dos conclaves que elegeram os papas Bento XVI e Francisco.
Gozaria do direito de eleger o Pontífice Romano até 16/01/2017, quando completaria 80 anos de idade.

Falecimento: 17/04/2015, em Chicago - EUA. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Falecimento do Cardeal TUCCI

Faleceu, ontem à noite, em Roma, o senhor Cardeal Roberto Tucci, aos 93 anos. O Sacro Colégio dos Cardeais passa a contar com 223 purpurados, dos quais 122 eleitores e 101 não-eleitores.

Sua Eminência Reverendíssima Roberto Cardeal Tucci
Presidente Emérito da Rádio Vaticana


Nascimento: 19/04/1921, em Nápoles.
Educação: Casa de Estudos Jesuíticos de Gallarate (mestrado em filosofia); Casa de Estudos Jesuíticos de Nápoles (doutorado em filosofia); Universidade de Louvain (mestrado em filosofia); Pontifícia Universidade Gregoriana (doutorado em teologia).
Sacerdócio: 24/08/1950 para a Companhia de Jesus.
Ministério Pastoral: professor; perito conciliar; serviço na Cúria Romana; presidente da Rádio Vaticana.
Episcopado: Solicitou dispensa da obrigatoriedade da Sagração Episcopal.
Cardinalato: 21/02/2001 para a diaconia de Santo Inácio de Loyola "a Campo Marzio"; elevada a título pro hac vice em 21/02/2011.

Perdeu o direito de eleger o Romano Pontífice em 19/04/2001, quando completou 80 anos de idade. 
Jamais participou de qualquer conclave.

Falecimento: 14/04/2015, em Roma - Itália.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Falecimento do Cardeal TURCOTTE

Faleceu hoje, em Montréal, o senhor Cardeal Jean-Claude Turcotte, aos 78 anos. O Sacro Colégio dos Cardeais passa a contar com 224 purpurados, dos quais 122 são eleitores e 102 não-eleitores.

Sua Eminência Reverendíssima Jean-Claude Cardeal Turcotte
Arcebispo Metropolita Emérito de Montréal


Nascimento: 26/06/1936, em Montréal - Canadá.
Educação: Seminário Maior de Montréal (filosofia, teologia, mestrado em teologia); Faculdade Católica de Lille na França (diploma em pastoral social).
Sacerdócio: 24/05/1959 para a Arquidiocese de Montréal.
Ministério Pastoral: trabalhos paroquiais; vigário-geral; coordenador de pastoral.
Episcopado: 29/06/1982 como Bispo Auxiliar de Montréal; promovido a Arcebispo de Montréal em 17003/1990; renunciou ao governo da Arquidiocese em 20/03/2012.
Cardinalato: 26/11/1994 com o título de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e Santos Mártires Canadenses.

Participou dos conclaves que elegeram os papas Bento XVI e Francisco.
Gozaria do direito de eleger o Pontífice Romano até 26/06/2016, quando completaria 80 anos de idade.

Falecimento: 8/04/2015, em Montréal - Canadá.